Quimera

  Porque deitados e desarrumados nós éramos sinônimo da beleza natural. Éramos uma combinação destrutiva. O amor corria por nossas veias e transbordava na mente.
  
  Você conhecia cada pedaço meu como um poeta que declama de cor sua poesia, admirando a própria criação. Fazia com que eu me sentisse grata por existir apenas por sentir cada toque seu e nossas mãos se completando.

  Por mais que eu soubesse que merecia mais do que normalmente nos conformamos em receber, ter você parecia algo tão utópico e sonhador. Era uma entrega que nunca me permiti, antes.

   Ainda deitados eu fitava seu corpo e cada detalhe de seu rosto, para que eu pudesse guardar sua imagem perfeitamente quando nos despedíssemos. Persegui todos os traços deixando seus olhos para o final, porque eu sabia que te encontraria se deliciando de meus devaneios com um sorriso disfarçado num pequeno brilho.

  As palavras eram indiscutivelmente desnecessárias.

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