Romantismo a parte…

     Eu queria não acreditar nisso, o problema é que eu sou uma romântica nata e é impossível eu negar a situação. Se fosse eu que tivesse dado o primeiro passo isso sairia logo da minha cabeça, eu não sonharia acordada, muito menos dormindo, porém a questão é que quem fez a grande entrada foi você, o que automaticamente me pôs numa posição de obsessão. É sempre assim, eu vou com muita sede ao pote, me desespero, e daí quando o fim eminente finalmente chega, caio num posso de escuridão total onde nem minhas totais percepções de romantismos são visíveis. Sempre me iludo, sempre me machuco e sempre me desiludo, num constante ciclo que eu tento desesperadamente quebrar, sem nunca chegar um passo mais perto do meu objetivo. Sou teimosa nesse sentido, implicante e insistente com meus sonhos, até que nem a maior persistência se permaneceria em pé. Tenho medo de tentar e falhar, pois sei que caso isso aconteça há uma possibilidade de haver uma impossibilidade de eu dar as caras outra vez, como uma bela e grande covarde que sou. Faço o refaço textos na minha cabeça com assuntos que poderíamos conversar, mas para que? Para deitar na cama a noite e me martirizar e pensar como seria se eu fosse tão corajosa quanto eu me acho? Ou para eu me pegar a tarde olhando para a TV sem realmente assisti-la apenas pensando nas possibilidades de quais pensamentos podem estar passando pela sua cabeça nesse exato momento, sabendo que em ultimo lugar dessa fila imensa há uma pequena vaga, não reservada e pendente a substituições, com um pequeno rabisco mal feito escrito meu nome, com certeza com alguma letra trocada? Sim, é inegável que mesmo tendo ciência de todas essas circunstâncias eu ainda assim deixo a romântica dentro de mim aflorar e me guiar, mais uma vez, pelos perigosos caminhos do amor que todos nós um dia iremos ficar felizes de nos emboscar. Por isso as tão bem programadas e esquematizadas conversas simplesmente saem da minha boca quando te vejo, coisas que antes mesmo de saírem por inteiro já me ruborizam o rosto. E é nisso que eu penso, toda noite que falo com você, em todas as palavras que eu poderia ter economizado, todas elas bonitas, elegantes, mas nada casuais, simplesmente plastificadas. Mas não essa noite, hoje eu vou pensar antes de dormir em como seria se eu não tivesse me manifestado de tarde, sem ressentimentos ou nenhum tipo de nostalgia. Hoje serei apenas eu, sem discursos pré-programados ou risadas falsas, apenas eu, por quem eu sou.

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