What If I Do?

Houve tantas vezes – e certamente ainda haverão – muitas frases começadas com “e se…”, mas fazer essas perguntas a si mesmo chega a ser um tanto quanto ridículo. Nós podemos fazer qualquer coisa que nos venha à mente, porém, ainda assim, preferimos nos limitar antecipadamente, imaginando como seria se isso ou aquilo acontecesse. Maquiamos o medo com uma falsa preocupação com a responsabilidade.

Cheguei a me desgastar de tanto imaginar como seria e que riscos estaria correndo, que esse ano optei pelo verbo ‘vivenciar’. Tô deixando a vida agir por conta própria, experimentando o que ela me traz, sentindo verdadeiramente como é viver, no sentido conotativo amplo, e não simplesmente existir.

Não, não é coragem. É medo, e de sobra. Medo de voltar a ser o zumbi que perambulava a cidade sem um destino, sem um propósito. Medo de ficar enrustida e deixar meus sonhos e meu coração aventureiro trancados no peito. Medo de perder, tudo e todos. Inclusive a mim mesma. Medo de arriscar.

A irrelevância deste último medo é devido às tentações da adrenalina, e é justamente por isso que meu corpo e mente pedem: a-dre-na-li-na. Algo que faça meu coração bater numa surpreendente arritmia, que deixe minha vida permeando entre o tradicional e a loucura. Um meio termo que as pessoas vivem querendo encontrar, e que eu, finalmente, achei. E o mais irônico de tudo é que o descobrimento surgiu justamente após o desistir. Não é a primeira vez que isso acontece, mas a gente esquece de se dar conta que a vida nos dá várias dicas que a gente deixa passar desapercebidas, e a vida agradece a quem sabe agarrar e reciclá-las, apesar de serem poucos. Mas deve-se admitir que as coisas sabem a hora exata pra acontecer. Tantas vezes nos perguntamos porquê devida coisa não aconteceu antes, mas repare em como você era naquela época e como é hoje, e que só hoje que você consegue lidar com tal situação porque tem melhores condições que no passado.

Enfim, acho que me distanciei do foco principal. Voltemos: adrenalina. Quando falo deste hormônio, não estou querendo influenciar as pessoas a adotar um estilo de vida extremo, não. Longe disso. Quero salientar a importância de viver o que é ofertado, até o que já faz parte da rotina. Tentar enxergar com outros olhos o que sempre esteve ali, na sua frente, mas quem nunca foi questionado, ou até mesmo reparado.

E assim começo 2011, com um estilo de vida completamente antagônico ao ano de 2010. Renovando e reciclando. Aprendendo a reviver. Transformando a adrenalina numa espécie de endorfina, que atenue a dor, não sumindo com ela, mas transformando-a em algo construtivo.

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