Let me be

Cansei de pessoas que acham que podem me interpretar do jeito que quiserem e fazer tal opinião ser concreta. Cansei de gente interferindo nos meus motivos, nas minhas ações, nas minhas vontades, nos meus sonhos. Engraçado é que ninguém mais respeita o pronome possessivo presente.

Se eu quiser aumentar o alargador, fazer milhões de tatuagens, de viagens, não pensar em vida de casada, querer beber, se café me dá sono, que eu vá dormir só altas horas da noite acho que o problema é meu. Compartilhar virou sinônimo de bombardear, porque é isso que acontece logo em seguida de você externar alguma coisa. Pessoas têm caminhado comigo e não conseguem ver nada além de uma adolescente. Poucos sabem realmente tudo aquilo que meu peito carrega, do que eu realmente penso. E consigo contar nos dedos de uma mão aqueles que souberam que a todo instante eu analisava cada ação e sabia o que havia sido verdadeiro ou não, mas que mesmo assim me calei pra não constranger ninguém. Que eu percebo cada olhar, movimento de cabeça, das mãos e até mesmo o tom de voz. Às vezes eu era quem ficava constrangida por enxergar demais e ter que ignorar.

Posso totalizar mais ou menos umas 3 pessoas que foram realmente capazes de me conquistar a tal ponto de fazerem com que eu me despisse e deixasse à mostra aquilo que eu sou além das camadas externas. Apesar de eu já querer ter contado e mostrado o que sou, tudo o que o mundo me mostrou é que quanto mais eu tento fazer isso, menos me compreendem.

E continuam assim, tento visões errôneas sobre mim, e eu cada vez mais desejando alguém capaz de ver o meu mais sincero espectro. Não espero príncipes idiotas de tão “perfeitos” – que de perfeitos pra mim nada têm – em seus respectivos cavalos brancos. O que eu quero é alguém real, alguém que eu possa dizer que eu já quis viajar até a lua, que eu morro de medo de anfíbios, que eu sempre preferi margaridas à rosas…

Enquanto isso, tudo que eu digo é mal-interpretado, meu jeito de ser é criticado a cada segundo. Todo mundo me olha como se eu tivesse que ser como todas as outras meninas, que eu devia me preocupar todos os dias em estar bonita, que eu devia ser ‘apaixonadinha’, que eu devia falar menos palavrão, a ter movimentos mais graciosos… Não entendo por que sempre precisam inventar paradigmas e tentar te encaixar em algum.

E é exatamente nesse ponto que eu me torno ridiculamente romântica, por sonhar que um dia alguém não tente me definir dentro de um padrão, que não julgue minhas opiniões, que não tente me moldar pra me tentar fazer ser mais “perfeita”. Alguém que saiba gostar e respeitar as individualidades, e que seja completamente encantado com elas. Por isso está cada vez mais difícil de realmente se envolver com alguém, de desenvolver algum interesse. E daí você que é tachada de fria, insensível e outras coisas mais. Tudo porque você não está no modelo deles.

Whatever, que continuem assim. Eu continuo com o ‘foda-se’ na testa. Não vou tentar me encaixar em algo que não vai me fazer bem, que vai fazer com que eu não seja mais eu. E quando me criticarem, eu vou rir, porque sei que estou feliz, que eu sou segura, que faço o que quero sem precisar me importar. Se eu não sigo os padrões, que bom, ser normal é tão careta.

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