M ♡

Sufocada. Foi assim que acordei logo após daquele pesadelo terrível que não existia somente no meu subconsciente. Eu suava frio, tremia constantemente. Não era nervosismo, ansiedade ou expectativa. Era meu corpo correspondendo ao sintoma que sua falta me fazia. Convulsões. A imagem do seu sorriso ainda estava impregnada na minha mente. E, contrapondo-se à ela, estava outra imagem… Algo que eu não gostaria de lembrar.

Eu não conseguia imaginar o fato de todo aquele seu calor ter se transformado em neve. Porque é assim agora que minha vida se encontra sem você, numa eterna “era do gelo”. É repulsivo saber que eu nunca mais… Não consigo dizer. Dói.

Tá vendo… As lágrimas já me disseram olá. É inevitável. Estou contando os segundos agora para que eu comece a ficar ofegante, para que meu peito se contorça, que minha caixa torácica vá gradativamente reduzindo o espaço de meus pulmões e coração. E para que, logo em seguida, minha mente me torture com lembranças.

Cheguei por vezes a sentir um abraço seu durante essas minhas loucuras. Talvez fosse outra, mas eu quis acreditar que não, que dessa vez eu estava certa. Você estaria realmente me abraçando em outro plano, e que pelo amor ser tanto eu conseguisse sentir sua pulsação perto da minha. Outras vezes tive a sensação nos dedos de estar entrelaçando-os em seus cabelos. Outra era você que fazia isso. Dessas, eu ainda guardo dúvidas que fossem obras da saudade.

Sei que não estava presente no dia, mas agora tudo que consigo imaginar é o barulho dos freios do carro, do seu corpo frio, mesmo que o seu sangue ainda escorresse quente. Dói demais imaginar que foram poucos segundos que te tiraram de mim. Que uma fração deles pôde acabar com todos os nossos planos, com as nossas felicidades…

Culpei Deus. Ele sabe que já pedi desculpas por ter feito isso, mas também não tiro minha razão de ter feito isso no dado momento. Ele sabe que se tinha alguém no mundo que eu não poderia viver sem, esse alguém seria você. E mesmo assim…

Achei que seria mais difícil, confesso. Afinal, você era meu respaldo, meu diário ambulante. Engraçado, tudo isso me faz lembrar nossas conversas com trocas de carinho. Ou até aquelas mais freqüentes em que a gente se xingava. Tudo me lembra você. Não há um momento marcante na minha vida que seu nome não esteja vinculado. É claro que eu ainda acho tudo injusto, mas como diziam: “o que se há de fazer?”

Só queria te dizer que eu tô vivendo, que eu tô de pé, que eu faço sempre aquilo que você me pediu de olhar pro céu e sorrir. Só não consegui não chorar e não parar de falar tão bem de você, me desculpe, mas acho que nunca vou conseguir. Porém, quero que você saiba, também, que eu tô lutando, tô sendo forte por mais que minha estrutura esteja corrompida, e que você continua comigo em todo momento marcante.

” – Eu te amo!

(silêncio)

– (riso) Eu também amo você!

tu tu tu tu (…)”

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