No hero in her sky

Perto o bastante para iniciar uma guerra.

Tentei construir uma estrada só minha, e nem posso dizer que é novidade que eu obviamente me perderia. Tentei, segui e continuo derrubando árvores para evitar voltar atrás. Escondendo-me entre uma e outra, às vezes, para tentar fugir de alguma coisa que eu não consegui denominar. Medo, orgulho, coração… Quem sabe. Percorri quilômetros na velocidade máxima. No fundo acho que era um escape, uma fuga de tudo sem muitos motivos claros, que de alguma forma incomodavam. Uma viagem nova que eu me dispus a fazer levando pouca bagagem.

Porém, nessas últimas semanas eu reduzi a marcha. Alguma pedra no caminho me fez lembrar que eu não podia esquecer, que as muitas ‘eu’ ainda estavam ali, disputando com a recente. Que eu sempre teria de me manter no chão apesar da imensa vontade de voar. E eu me escondi, de mim mesma. Descobri uma nova dúvida que ainda não tem resposta, e dessa vez vai ser mais difícil achar. Porque depende de mim. Depende de lutar contra tudo o que eu acreditei para defender uma realidade que estava logo à minha frente e derrubava muitos de meus conceitos. Depende de escolhas que eu ainda não fui capaz de fazer, mesmo depois de analisar e saber de cor os prós e os contras.

E eu volto a uma antiga mania de não saber o que fazer quando as rédeas me fogem a mão. De não saber lidar com esse lado emocional – e dessa vez eu posso dizer com toda a certeza – mais aguçado e demonstrando toda sua força contra a racionalidade.

A sede pelo surpreendente se transformou em desespero descabido. E eu me tornei o contrário do que era. Eu fugi de medo, porque de algum jeito concluí que o sentimentalismo estava sendo melhor do que a vida com decisões tomadas após longas argumentações. E isso era novo, perigoso demais. Incontrolável, e só Deus sabe o pânico que gerou aqui dentro. Mas era sincero, apesar de tudo. E a sinceridade sempre foi meu fraco, por assim dizer.

Por fim, de novo, cá estou eu, lutando entre o sensato e o natural. Perdida. Tentando encaixar aquilo tudo que eu já vivi, que eu já sei e que de alguma forma se perdeu, se confundiu, com esse novo caminho. Com essa nova eu não tão nova assim. Desconhecida, tirando as partes que me fazem ter certeza de que nos conhecemos desde sempre.

A vida seria mais fácil se a gente admitisse um pouco mais.

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