About a Perfect Timing

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O que nós estamos fazendo aqui? Realmente é uma coisa que me vem assombrar decorrentes noites, o fato de trocarmos palavras fervorosamente sempre que possível e impossível, mas no fundo não compartilhando nada. Sei da sua vida, do seu cotidiano, mas não sei dos seus pensamentos, do que deste mesmo cotidiano te aflige. Continuo sem saber dos seus medos e conquistas. Continuo sem ser incluída. E então me encontro revivendo os mesmo fantasmas do meu passado, me deixando cair nessa rotina de desamparo – um dejavú indesejável e incontrolável – moldando eu mesma minha sina, forjando a minha dor.

Lembra-se do nosso começo? Aquele início gostoso de encontros casuais, olhares admirados, mentes hipnotizadas pelos lábios defronte a ambos, noites de conversa adentro. Conversas de conteúdo – mesmo que contenham uma ou outra filosofia de bêbado – e sinceras, principal, exclusivas e genuinamente sinceras. Ouso dizer vergonhosamente sinceras. E é honrando esta honestidade toda que tenho que desabar em você e contar: “eu menti…”.

Menti todas as vezes que prontamente disse que estava satisfeita com a nossa situação, porque, a verdade amarga é que não estou – e não sei se algum dia ficarei – feliz e em paz com a inércia do nosso relacionamento. Desculpe-me, achei que eu seria mais elevada que isso, prometi a mim mesma que seria, e não achei que me apegaria tanto a alguém em tão pouco tempo – pelo menos não agora, não depois da tempestade que tem sido dentro de mim – e me assustei com a rapidez que você tomou conta do meu eu por inteiro. Meu corpo e mente anseiam por você, minha pele enrubesce ao ouvir o seu nome, pernas esquecem sua função quando se está por perto, um choque passa pelo meu corpo quando sua mão encosta na minha, subitamente me arrancando do meu devaneio habitual.

Infelizmente, no momento em que eu percebo você relutando sentir o mesmo arrepio, volto ao meu questionamento inicial, a pergunta que me fez refletir: “o que nós estamos fazendo aqui?”. Porém, te peço o favor de tratar essa pergunta como retórica, pois não suportarei outra decaída assim tão perto da anterior. Estou vivendo a filosofia do “viva o agora” e, milagrosamente, nosso “papo furado” diário me faz bem, então ignoro o – grande – arrependimento que certamente se encontra no meu futuro, deixando você me fazer feliz no presente.

No fundo é tudo uma questão de desnivelamento emocional-espiritual. Você entrou na minha vida na hora exata, e eu entrei na sua na errada. Senhoras e senhores, uma salva de palmas para o meu timing horrível. Mais uma vez.

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