A insegurança da (in)decisão

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Sabe de uma coisa, pode desabar em mim. Desabe, desabafe, se expresse furiosamente, que seja, mas faça algo. Diga algo. Nessa altura eu não me importo com o que você irá dizer, só me basta ouvir a sua voz ecoando por esse quarto, então apenas fale a verdade para mim. Pelo menos dessa vez, eu te peço. Sem rodeios nem preliminares, arranque num só movimento o band-aid, e deixe a ferida secar, por que eu sou muito medrosa para arrancar sozinha. Você não sabe que ansiedade é o mal dessa juventude? Somos todos.

Meu mundo não colidirá se a sua resposta não corresponder às minhas expectativas – ao contrário do que a “eu de 15 anos” pensava, existe sim jeito de se recuperar de uma rejeição. Jeitos, aliás, no plural – mas a ansiedade, ah, esta está me remoendo. Explorei em todos os cantos das nossas conversas, das nossas memórias, indícios que me fizeram pular de conclusão precipitada em conclusão precipitada, e saí da minha cabeça do mesmo jeito que entrei: sem compreender nada e consideravelmente mais estressada. Como eu disse, a ansiedade é o mal do milênio.

A máxima aqui é que posso parecer frágil, mas eu não quebro fácil. A gente vai ficando boa nessas coisas de autoproteção, de se amar acima de tudo, de se sentir inteira mesmo sozinha. Então vai em frente, desabafe, se decida, por que você sabe que meu lado já está escolhido, e mesmo eu realmente gostando da ideia de ter você no meu time, o contraponto de seguir sozinha não me amedronta mais.

Não radicalize também. Triste sempre ficamos, e é natural concluir que, pelo tempo que invisto nisso, você signifique algo pra mim. Óbvio. Mas eu não posso me forçar a ser um marco na sua vida. Óbvio.

Além do mais, você nunca provou o meu brownie de nutella – essa merda faz milagres – cura desde corações partidos até crises existenciais, só não melhora ressaca (ok, talvez não faça milagres de verdade). Então estarei bem acompanhada caso você queira parar por aqui.

Angustias e ansiedades todos carregam, então se comunique comigo. Mesmo. Se abra, fique vulnerável, compartilhe suas dores, confie que eu não vim pra te fazer sofrer. E se você quiser ficar no meu time, não vamos perder mais tempo. Mas se esse não for o caso, não se preocupe, eu sobreviverei, assim como nossas lembranças boas, e poderei dizer que pelo menos eu criei um texto bom – decente – de tudo isso.

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